Friday, December 30, 2005

Passeio no Parque

Ontem estava eu a andar pela Avenida Brasil (estava la perto) e descobri que ela começa no parque do Ibirapuera... entao eu resolvi passear por la (no total eu fui da rua Estados Unidos com a Augusta ate o Ibirapuera andando, mais uns pedacinhos de vai volta, acho que daria a distancia da Paulista ao parque) .
No parque fui dar uma voltinha, sentei atras de uma arvore, perto do lago, tirei a blusa, oculos escuros, tenis e meia, estava com tudo isso apesar do calor.
Dei uma volta descalço pelo parque... quando vi estava perto da marquise, em busca de comida ou um orelhao.
Tinha so R$ 6,00, fome e um bilhete unico sem credito, entao poderia gastar R$ 4,00 com comida. Que nao eh muito la... Na marquise tem lanchonete cara, comi um pao de batata com cheddar e um bolo de laranja com uma cobertura estranha (parecia um bloco de açucar). Pedi um copo de agua (bebedouros longes)... fui por tras do auditorio, andando ate o portao do Detran (descalço ainda, perto do portao me calcei).
As pessoas olhavam pra mim com uma expressao de espanto! Como se andar descalço fosse comparavel a andar pelado, ainda mais num parque... isso me surpreendeu (e divertiu, claro).
Eu passei duas horas andando no parque, mais o que tinha andado antes...
No onibus, voltando pra casa, que estava lotado, eu fui em pe... no fim da viagem eu tava quase sentando no corredor, um cansaço absurdo e inimaginavel me abateu... eu estava debruçando nos poucos apoios que o onibus deixa... desci do onibus e fui andando o restinho do caminho ate em casa... cai no sofa e so levantei mais de uma hora depois, tomei banho, comi um pouco e fui dormir... 12 horas.

Por que as pessoas acham tao estranho alguem andando descalço num parque?

Sunday, December 25, 2005

Sonho de natal >_>

Natal...
Pra mim, só mais um feriado, e dos piores. Este ano, para ficar ainda pior, é um feriado num domingo! Pior não sei como poderia ser.
Não sinto nada de especial nesta data... os pássaros cantam do mesmo jeito que qualquer outro dia, o vento é indiferente, o sol fica seu tempo no céu, nenhuma estrela brilha mais... então por que eu deveria mostrar diferença ao que me é indiferente?

Hoje tive um sonho interessante, mas tão pouco linear que com palavras (lineares que são) é difícil descrever.
Foi assim:
Eu via o mundo como ele é: casas branquinhas, com azulejos cinzas claros, camas, TVs, pessoas limpinhas, céu azulzinho, pessoas sorridentes... mas de repente tudo se transformou. As coisas são eram juntas como na visão "real", eu passei a ser uma espécie de morador da floresta, um duende? Ou um landvaettir vestindo uma capa de folhas secas e lama. As pessoas andavam como zumbis pelas trilhas e eu me escondia delas.
As casas não eram inteiras, contínuas. Um grupo de espíritos, como eu era, cuidava de cada parte, mas ficavam separadas! Como um programa que é desenvolvido em módulos por vários programadores responsáveis por tipos de funções diferentes, mas não era um programa! Era a vida. E as pessoas, mesmo caminhando na floresta de lama e árvores gigantes, vião a ilusão de um mundo "limpinho", contínuo e lógico.
Vendo tudo isso eu não fiquei assustado nem confuso, nem o tempo era linear, as coisas acontenciam em ordem aleatória, como a gravação de um filme, onde o fim pode acontecer antes do começo.
Além disso, de ver as pessoas sentadas em troncos, olhando para o nada e rindo do nada, pensando estar em seus sofás assistindo um programa na TV, existiam lobos gigantes e eu, como era pequeno, subia em seus corpos e amarrava tochas acessas nos rabos deles. Por isso eles me detestavam e viviam a me procurar, querendo comer-me. Mas eu não era o único que fazia isso... era uma prática comum na minha "espécie".

Pode parecer estranho, mas eu gostei do sonho e - tenho certeza que vocês não vêem lógica no que vou dizer - senti-me como se umas perguntas minhas fossem respondidas: sobre Linux.
Estou tentando instalá-lo, mas algo eu fiz errado e a configuração ficou errada. Mas um novo amigo está me ajudando e hei de conseguir!
Apesar de achar que a crueldade é a maior das virtudes, de não gostar de feriados aos domignos (e por isso deste Natal) e ainda achar o Papai Noel um gordo semo que fazer, eu pedi a ele que meu Linux funcione! (hahahaha!) Senão dou-lhe uma surra. E ele vai funcionar.

Saturday, December 17, 2005

Metrô, Casamento e Divina Comédia

Computador formatado.
Tudo instalado novamente.
Visual Basic e C++ Instalados.
Relembrando os códigos com um projeto simples (mas útil e que faz falta).
Ouvindo Loreena.

Maybe I can find the place I can call my home, Maybe I can find de home I can call my own.

Sem vontade de comer.
Fome.

Ontem fui ao Center Norte, shopping perto da Rodoviária Tietê, entregar uma Nota Fiscal no Outback e nem um copo com água me ofereceram! =P Mas mesmo assim os funcionários dessa loja têm uma educação que só lá eu vejo, são simpáticos e as muheres de lá parecem nunca ter TPM - ao menos nunca vi um funcionário do Outback sem sorriso.
Mas não posso falar muito, não freqüento.
Depois eu fui até perto do Santa Cruz, de metrô, e no caminho aconteceu uma coisa - que eu achei - engraçada.
Estava eu sentado a esperar pelo trem, do outro lado uma guria sentada, exatamente na minha frente, do outro lado dos trilhos. Do meu lado ventava muito e meu cabelo estava brincando de cabelo de Medusa - cobras árabes ouvindo música. O trem de lá veio e meu reflexo aparecia nos vidros, revezando com a imagem dela - minha silhueta com o cabelo voando e ela toda arrumadinha.

E hoje tenho casamento pra ir. Casamentos são chatos. Eu não quero casar, não quero me amarrar a alguém por quando se declara um sentimento o mata, meus sentimentos são "fotossensíveis" - é melhor mantê-los em segredo para que continuem vivendo, devem permanecer nas sombras e a suspeita de sua existência é que os alimenta, não a certeza. Então, se eu me casar, será estúpido: será marcar a data do divórcio - vou começar a achar insuportável a convivência.
Eu sou complicado, já tentei me simplificar e foi um desastre, foi uma confusão que fez voar afagos e espinhos para lados aleatórios e incoseqüentemente. Chega de tentar agradar, melhor ficar quieto nas sombras, "embranquecendo" a pele (em vez de ficar moreno) e ter a suspeita que se está vivo - a certeza causaria a morte.

E, para não perder o costume, falar um pouco de livros: comecei a ler A Divina Comédia. Já tentei ler antes, mas não tinha conseguido. Antes detestava ler poesia, mas agora mudei neste ponto. Então estou a ler três livros - sem pressa e com gosto.
Já penso em ler outros livros, mas com oainda não os tenho não coloco na lista de espera:
  • Os Lusíadas - Camões
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas - (esqueci o autor)
  • Eragon - (nunca memorizei o nome do português que escreveu, mas não sei se consigo ler até o fim, já que é uma fantasia clichê)
  • Nárnia
  • e outros... Não quero delongar muito em livros, hei de me empolgar.

Saturday, December 10, 2005

O Trigésimo Sexto Post

Tinha que ser nesse número que percebo que o Blogspot conta o número de posts feitos.

36

Comecei a ler Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf. Ela descreve os pensamentos das personagens, mais que os ambientes e histórias. Isso dá uma complexidade enorme aos personagens que jamais vi antes.
Mas isso gera um viés: os capítulos são longos e ler no ônibus se torna uma tarefa complicada.

36

Estou de volta com Dreamweaver, ou seja! Logo poderei mudar o template de meu blog! Felizmente! Mas antes estou terminando o site da GullVeigg - quase pronto - e mudar o meu perfil do MySpace. Ainda estou pensando nele. O template já está pensado.

36

Ando com preguiça de editar minhas fotos, com preguiça de escrever. Ou falta de estímulo para exteriorizar todo o mundo que existe dentro de mim.
Meu único grande desejo ultimamente é a solidão absoluta, esvaziar a memória e destruir os fantasmas - se é que eles ainda existem.
Uma vontade louca de afundar cada vez mais nas trevas das cavernas mais profundas.
O pássaro deseja voar nos mundos inferiores, onde só a solidão existe e a visão é inútil.
Onde se vê pelo cheiro e pelo som.
Envolver-me num limbo, abraçar-me e afogar-me...

Mas não é depressão! Nem tristeza.
Sobra num mundo de mentiras uma mentira.

Na verdade eu cansei de ser sincero, cansei de oferecer minhas asas como tapete.
Elas vão voar inteiras novamente por outras bandas.
Por ora sou apenas um arrogante, insensívele indiferente. Porque é o que sou.

36

Depois de tantos 36... serpa que o post deu 36 linhas?! =o É só o que me falta! hahaha!

Monday, December 05, 2005

Fantasias

Quando paro para pensar no assunto me entristeço.
As Fantasias do gênero literário e cinematográfico que têm sucesso, não necessariamente fama, são as mais estúpidas e sem absolutamente nada de novo. Um ciclo interminável de clichês e personagens que todos conhecemos tão bem, apenas os nomes são novos, e cada vez menos criativos, seguem todos os mesmos preceitos, a mesma linha e consolidam mais esse arquétipo das eras do Romantismo.
Os heróis da mitologia grega chegam a ser mais interessantes! Tão depreciada está o gênero. Talvez o primeiro dos contos fantásticos foi interessante, mas o segundo até o mais recente são cópia dele.
É um hábito antigo, imagino. Sei que os escaldos, os poetas escandinavos, criavam histórias com personagens de outrem, seguindo caminhos muito bem conhecidos. Eles não criavam, tomavam peças de outras sagas para criar as suas.
Não sei quanto aos bardos, mas talvez não seja diferente.
Olhando para o passado e para o presente vejo esse gigante arquétipo sonso que eu resolvi detestar e lutar contra, com todas as minhas forças.
Luta pela criatividade, por novas sombras que esperam, escondidas nas trevas, as luzes despertarem-nas.

Sunday, December 04, 2005

Deixe-me Viver

Ontem passou na Record este filme.
Adorei o filme!
É a história de uma menina que, por sua mãe ter assassinado o namorado, vive passando por lares de adoção e trocando de pais adotivos, ela já é "velha" (pra ser adotada) e nunca se adapta a um lar, ou quando se adapta não se adaptam a ela.
A mão é cruel e um tanto fria. Mas nem por isso gosta menos da filha. Olhando pra ela lembrava de Freydis. E no filme a personagem chega a dizer: "Somos vikings, não somos de chorar".
Não tenho mais detalhes do filme além do nome, que provavelmete é uma tradução tosca também: Deixe-me Viver.
O nome da garota é Astrid, que vem do Old Norse, ÁSTRÍÐR, que segundo o site Behind The Name, é derivado dos elementos áss "deus" e fríðr "beleza". E o nome não foi escolhido ao acaso.

Saturday, December 03, 2005

Vento Frio

Li o conto de Lovecraft, esperava que fosse um livro, mas só tem cinco páginas.
Minha decepção começou aí. Já tinha ouvido falar do autor, esperava que fossse mais original. Parece uma cópia barata de um dos contos de Poe, O Caso do Valdemar, senão me engano é este o nome.

Iniciei a leitura de Assim Falou Zaratrusta... meu pai leu, mas não conseguiu ir longe, consigo eu ler muito? Nietszche é divertido, mas enjoativo e apelativo... no prefácio eu já não consegui ler muito. hahaha.

Thursday, December 01, 2005

O Perfume, A Filha da Noite

Acabei de ler mais dois livros.

O Perfume é simplesmente perfeito: a narrativa é envolvente e agradável, no desenvolvimento e no vocabulário. O enredo é ótimo e a forma "peculiar" como o autor se livra de personagens é, para mim, deliciosa de se ler! Não gera aquela ansiedade pelo fim, que por sinal é ótimo e quase surpreendente (isto vindo de aguém como eu é mais que um elogio).
O livro é a história de Grenouille, que tem um olfato por demais apurado. Não tem sentimentos nem dor... nem cheiro! O que é sua arma e sua frustação
Veja o primeiro parágrafo do livro, ele, em si, já fala por mim.
No século XVIII viveu em França um homem que se inseriu entre os personagens mais geniais e mais abomináveis desta época que, porém, não escasseou em personagens geniais e abomináveis. E a sua história que será contada nestas páginas. Chamava-se Jean-Baptiste Grenouille e se o seu nome, contrariamente aos de outros grandes facínoras de gênio, como, por exemplo, Sade, Saint-Juste, Fouché, Bonaparte, etc., caiu hoje em dia no esquecimento, tal não se deve por certo a que Grenouille fosse menos arrogante, menos inimigo da Humanidade, menos imoral, em resumo, menos perverso do que os patifes mais famosos, mas ao fato de o seu génio e a sua única ambição se cingirem a um domínio que não deixa traços na História: ao reino fugaz dos odores.
A Filha da Noite é uma ficção, fantasia. Da autora de Brumas de Avalon. Mas se passa num mundo inteiramente fantástico e criado por ela mesma.
É a história de um príncipe e uma princesa, esta sequestrada por um tal de Sarastro, inimigo da mãe da moça, a poderosa Rainha da Noite.
Algo que me fascinou nessa história são as criaturas híbridas, chamadas Halflings, criados por humanos para os servirem, e diz-se que antes eram os halfings serpentes e estes ajudaram os criadores (deuses) a forjar a humanidade (filhos do macaco).
A história é boa, gostei dela. Mas a forma como Bradley narra é um pouco tediante, os personagens são planos ou morais demais, gosto de vilões e inescrupulosos - não é o caso deste livro.
Mas Bradley falou algo que devo citar:
(...) há um lugar-comum, uma observação bem-humorada de que "a realidade é uma muleta para aqueles que não sabem escrever ficção científica". Algumas pessoas, desesperadas porque sua leitura preferida é considerada "respeitável" -- isto é, em péde igualdade com a ficção popular baseada em adultério provinciano --, ficam realmente furiosas quando ouvem tal observação. (...)
Faço minhas suas palavras.